quinta-feira, 24 de setembro de 2015

DECISÃO DO STF EM FATIAR LAVA JATO VAI ENFURECER OS JUÍZES FEDERAIS

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Quem está a pensar que a decisão do Supremo Tribunal Federal, tomada na tarde desta quarta, 23, que remete para uma Vara federal de São Paulo os autos do processo onde está envolvida a Senadora Gleise Hoffmann e seu marido Paulo Bernardo pode prejudicar a operação Lava Jato, comete um equívoco gigantesco.
Nos primeiros meses da operação,  um movimento  de desacreditação do Juiz Sérgio Moro foi ensaiado pelos advogados do bandidos que já estão condenados ou esperam sentenças por crimes cometidos na Lava Jato, fez com que a AJUFE  divulgasse uma violenta nota em favor de Moro. A decisão do Colegiado do STF só vai acirrar os ânimos. Os réus da Lava Jato não imaginam o peso das canetas. As condenações serão ainda mais severas.
O STF (Supremo Tribunal Federal) aprovou nesta quarta-feira (23) o primeiro fatiamento das investigações do esquema de corrupção da Petrobras, contrariando o Ministério Público Federal e esvaziando poderes do juiz do Paraná Sérgio Moro.
A decisão do Supremo abre caminho para tirar das mãos do ministro Teori Zavascki e de Sérgio Moro, que comandam as investigações da Lava Jato, casos ligados à operação que não têm conexão direta com os desvios na empresa.
Com isso, procedimentos investigatórios como as supostas irregularidades em projetos do setor elétrico, o chamado eletrolão, podem deixar de ser analisados pela Justiça do Paraná e pela força-tarefa que apura o esquema.
Por 8 votos a 2, o Supremo decidiu tirar o processo que investiga a ex-ministra da Casa Civil do governo Dilma, Gleisi Hoffmann, da relatoria de Teori. Por 7 a 3, o caso foi tirado das mãos de Sergio Moro. O inquérito apura envolvimento de operadores de desvio de dinheiro da Petrobras em fraudes no Ministério do Planejamento. Os ministros entenderam que não há ligação direta com o esquema na estatal.
Na investigação, foram encontrados indícios conta a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e, por isso, o caso chegou ao STF.

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