quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU)

Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) divulgado nesta quarta-feira aponta que os indicadores relativos ao Bolsa Família divulgados pelo governo podem estar distorcidos. De acordo com as análises do tribunal, a distorção ocorre porque os valores para definir a linha de pobreza no Brasil estão desatualizados. Atualmente, as linhas da extrema pobreza e da pobreza definidas pelo governo, são de R$ 77 e R$ 154 per capita. O documento afirma que esses valores deveriam aumentar para R$ 100,00 e R$ 200,00, respectivamente por causa da inflação.
Por meio de nota, o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome defendeu o programa e os dados divulgados pelo governo sobre a pobreza no país. Para o MDS, o relatório do TCU “parte de premissas erradas para chegar a conclusões equivocadas sobre o programa Bolsa Família”. Sobre a quantia que termina as linhas de pobreza, o ministério argumentou que “o valor de R$ 70 equivalia em junho de 2011 a US$ 1,25 por dia e foi atualizado para R$ 77, por intermédio do Decreto nº 8.232, em 2014, o que é compatível com o parâmetro internacional para classificar a extrema pobreza”.
O ministério ainda questiona o fato de o relatório ter sido publicado às vésperas das eleições e citar projetos de lei do candidato à Presidência pelo PSDB, Aécio Neves. “Também causa estupefação que constasse no relatório preliminar do TCU a referência a dois projetos de lei ainda em tramitação no Congresso Nacional, de origem do senador Aécio Neves. Entre centenas de projetos que tratam da matéria social, estes, inócuos, foram pinçados e abordados no relatório”, diz a nota.
O relator da fiscalização, Augusto Sherman Cavalcanti, afirmou que "não é difícil perceber, portanto, que os indicadores relativos ao alívio da pobreza podem estar distorcidos para cima quanto aos seus valores. Portanto, deve-se recalcular esses indicadores utilizando de balizamentos de linha de pobreza atualizados".
Outro problema mostrado pelo relatório é que o governo faz uso do Censo 2010 para estimar a população de pobres, o que acarreta na defasagem dos indicadores de cobertura do Bolsa Família. Em 2013, por exemplo, o resultado do indicador da taxa de atendimento às famílias foi de 102,1%, o que significa que o programa atinge mais pessoas do que aquelas consideradas pobres.
Atualmente, cerca de 12 milhões de famílias recebem o benefício. O tribunal não estimou, porém, em quanto aumentaria o número de pobres e extremamente pobres no país caso houvesse um reajuste nos valores para definir as linhas de pobreza . (O Globo)

Pesquisas induzem polarização entre gêmeas Dilma e Marina sabotando chances de outros candidatos que não decolam.
Analistas políticos profissionais, contratados por partidos a peso de ouro, estão mais confusos que diabético em loja de doces, na hora de analisar o que pode ocorrer nesta eleição presidencial que só tem um resultado previsível: o Brasil está perdido. As pesquisas sugerem resultados imprecisos, ao gosto de cada freguês, sempre indicando um estranho poderio de Dilma Rousseff (desgastada na imagem, mas com a máquina aparelhada), uma força estranha de Marina Silva e uma perda de massa política de Aécio Neves.
Na prática, as pesquisas induzem o eleitor a apostar em uma polarização entre Dilma Rousseff e Marina Silva. O problemaço é que as duas são farinha do mesmo saco ideológico e da mesma matriz de militância partidária. As duas variam apenas no radicalismo. Dilma já comprovou que não têm competência para administrar sequer uma loja de R$ 1,99. Marina, como ministra do governo Lula, é adepta do fracassado modo petista de governar: bom nas promessas, ruim na execução delas, transformando os sonhos, rapidamente, em pesadelos. Dilma e Marina são idolatradas por seguidores de suas seitas políticas.
O poder econômico conseguiu produzir um estranho fenômeno. A Oligarquia Financeira Transnacional já abandonou Dilma há muito tempo, indicando que aposta em sua derrota. Aparentemente, fechou seu apoio, recentemente, a Marina Silva – herdeira Eduardo Campos, que começava a crescer e ser visto como alternativa, até sofrer o acidente fatal de avião. Aécio Neves, que seria um candidato apoiável pelos poderes globalitários, claramente, sofreu uma sabotagem política. Cai nas pesquisas amestradas e, midiaticamente, não é credenciado como capaz de vencer a desgastada Dilma – que caminha para um desastre, se perder ou até se ganhar.
Novamente, a campanha eleitoral se resume a uma guerra entre torcidas organizadas de time de futebol. E não a uma disputa em torno de ideias, projetos e programas viáveis para recolocar o Brasil no caminho do crescimento, do desenvolvimento e as sustentabilidade – como acontece na maioria dos países não dominados pelo fingimento de uma batalha ideológica de Itararé. No Brasil, o nazipetralhismo, o socialismo moreno da Marina ou a socialdemocracia de esquerda envergonhada do Aécio & Cia indicam seguir os mesmos remédios errados rumo à morte do paciente.
Eis o drama da conjuntura eleitoreira, na qual a classe política, pintada como bandida, continuará eleita pelo obrigatório voto popular para continuar na bem remunerada governança do crime organizado.
Empregos garantidos
De um lobista político muito sacana, ontem, sobre o futuro de Guido Mantega, tecnicamente demitido pela Dilma Rousseff:
“Mantega já tem emprego garantido assim que deixar o governo de verdade: vai ser assessor do Pateta na Disneylândia”.
“E a Dilma Rousseff, se perder, pode pedir por lá uma vaga como Alice no País das Maravilhas, com direito a levar a amiga Graça Foster para abrilhantar o cast”.

Foi enxergada como uma decisão para atrapalhar a ordem do supremo ministro Teori Zavascki para que a Justiça libere, em 48 horas, todo o teor dos depoimentos bombásticos de Paulo Roberto Costa à CPMI da Petrobras.
O conteúdo da delação premiada de Paulo Roberto, para não atrapalhar os desdobramentos de investigações, deveria ser mantido em sigilo.
Na hora em que fica aberto para os olhos profanos dos congressistas, duas possibilidades ficam abertas: ou as informações comprometedoras virão filtradas, ou as informações que forem antecipadas facilitarão a estratégia de defesa de notáveis acusados pelo ex-diretor de abastecimento da Petrobras – que saiu elogiado do cargo pelo presidente do conselho de administração da empresa, Guido Mantega...
CLUBE DOS CANALHAS, E CAFAJESTES E AMALDIÇOADOS!!
A diretoria do Clube dos Canalhas está convocando seus integrantes para a reunião nesta sexta-feira, dia 12/09.
O evento acontecerá no Johnny's Bar, na rua Celestino Bourrol, 180, Limão, ao lado do Estadão, a partir das 21 horas.
Espera-se a presença de todos os canalhas...
A Indústria do 11 de setembro
Por Felipe Amorim
Apenas nove dias após os dois aviões atingirem as torres do World Trade Center, em Nova Iorque, o Congresso norte-americano autorizou um repasse emergencial de US$40 bilhões para fortalecer o aparelho de defesa antiterrorista do país. Desde então, os gastos não pararam de crescer. Em 12 anos de “Guerra ao Terror”, os Estados Unidos ultrapassaram a marca dos US$4 trilhões em gastos que incluem desde equipamentos de vigilância interna, confecção de manuais antiterror para aeroportos, 30 milhões de câmeras de segurança instaladas no país e a presença ostensiva de tropas militares no Oriente Médio.
Surfando na onda de paranoia que se espalhou pelo país pós-11/9, talvez a principal beneficiária do cheque em branco que o combate ao terror produziu seja a indústria de segurança. Cerca de 70% do orçamento de inteligência interna dos EUA é gasto com contratos privados e vai parar direto no bolso de grandes empresas do setor. Criado em 2002, a conta do Departamento de Segurança Interna (Homeland Security) cresceu mais de 300% na última década. Existem hoje pelo menos 1.271 ONGs e 1.931 companhias privadas relacionadas a terrorismo, inteligência e segurança.
Abaixo, veja alguns dos serviços oferecidos pela rentabilíssima “indústria do 11 de setembro”. Uma das únicas que não parou de crescer (exponencialmente) nem quando o país era sufocado com a recessão econômica – muito embora seja muito mais provável que um norte-americano morra em um acidente de carro do que em um ataque terrorista.
Scanners de aeroportos. Nada mais lógico que o boom inicial tenha sido sentido onde foi registrada a falha primária que permitiu os ataques do 11/9: segurança aérea. Um dos mais populares, e também polêmicos, são os scanners de corpo inteiro. As vendas do aparelho – cuja unidade chega a custar US$200 mil – foram impulsionadas depois que uma tentativa de ataque suicida foi desvendada, no Natal de 2009. Líder no nicho de scanners, a L-3 Communications já vendeu mais de US$900 milhões para o governo norte-americano.
Educação anti-islã. O sentimento revanchista após 11/9 tomou o islã como o próximo inimigo a ser combatido. Não podia deixar de existir, então, consultorias especializadas em providenciar esse “treinamento islamofóbico“, característico da ideologia da Guerra ao Terror. O CI Centre, por exemplo, oferece cursos e análises supostamente abalizadas sobre a ameaça muçulmana para agências do governo e outras forças da lei. Um curso de cinco dias para funcionários públicos intitulado “Doutrina da ameaça jihadista global” custa US$39 mil. Para uma classe de 30 alunos, o workshop “Morrendo para nos matar: compreendendo a mentalidade das operações suicidas” sai por US$7 mil.
Drones. A “guerra sem baixas” (pelo menos, não do “nosso lado”) virou uma das marcas da política externa do presidente Barack Obama. A principal ferramenta: aeronaves não-tripuladas. A alta demanda faz do mercado de drones um dos mais quentes, movimentado quase US$6 bilhões todos os anos. A General Atomics, fabricante do Predator e líder do mercado, tem contratos milionários com o Departamento de Defesa e um futuro promissor, já que os EUA pretendem exportar o modelo para outros países.
Soldados profissionais. As intervenções do Exército norte-americano fora do país foram responsáveis pela criação de um verdadeiro complexo industrial paramilitar. Por meio de contratos milionários com os EUA, empresas como a Blackwater terceirizaram a “Guerra ao Terror” e criaram “soldados profissionais”. A companhia, que depois mudou de nome, atuou por um tempo como uma espécie de extensão da CIA, mandando recrutas – “mercenários contemporâneos” – para o Afeganistão, fazendo da base das forças armadas um verdadeiro campo privado de treinamento militar.
Privatização da inteligência. Recentes vazamentos de informação confirmaram que os EUA têm acesso a uma infinidade de dados de comunicação: emails, bate-papos, histórico de navegação, buscas na internet, telefonemas. E quem vai processar e sistematizar toda essa montanha de informação? Empresas como a Booz Allen, a antiga empregadora de Edward Snowden, o homem responsável por vazar o esquema de vigilância da NSA. Companhias como esta trabalham no cerne da inteligência norte-americana, cada vez mais privatizada. Dos 854 mil cidadãos que possuem acesso a informações secretas, 250 mil (30%) são do setor privado.
Lobby. “Onde tiver dinheiro público nessa quantidade, sempre vai haver um enxame de lobistas”, afirma Michael Beckel, pesquisador político. Em Washington o lobby existe, e é pesado. Certa vez, introduziram scanners dentro do prédio do Capitólio para convencer os parlamentares da sua utilidade. Mas o problema é quem está fazendo esse lobby. Quando as parcerias público-privadas começaram nos EUA, a maior justificativa foi comercial. Seria mais barato. Hoje, uma década após a escalada dos gastos em segurança, fica mais e mais evidente o conflito de interesses entre o público e o privado.
Na indústria de scanners, oito em cada dez lobistas são egressos da carreira pública. Boa parte da linha de frente das agências públicas de segurança já passou pelas gigantes do setor privado – James Woosley (ex-chefe da CIA) foi da Booz Allen; William Studeman (ex-diretor da NSA), foi fisgado pela Northrop Grumman; e Barbara McNamara (também da NSA) foi contratada pela CACI. Entre 2004 e 2008, pelo menos 80% dos oficiais de alta patente que se aposentaram foram trabalhar no setor privado.

Ações do Banco do Brasil caem 9% com ataques de Dilma aos bancos. Petrobras perde 10,3% do valor. É o PT acabando com o patrimônio nacional, fazendo o diabo para vencer a eleição.
Desde segunda-feira a presidente Dilma tem se apropriado do discurso petista dos anos 1980 de que os bancos são o inimigo a ser combatido. Tanto em campanha na rua quanto em seu programa eleitoral na TV e no rádio, a candidata passou a valer-se da estratégia de associar banqueiros à causa dos males que atingem a população. A intenção é atingir a candidata Marina Silva (PSB), que tem em sua equipe Neca Setúbal, acionista do banco Itaú.
Dilma também se apropriou de um dos pontos do programa de governo de Marina, a autonomia do Banco Central, para desferir críticas. Para a candidata, um BC autônomo será gerido em prol dos interesses de banqueiros. Resultado dessa retórica é que não só o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, despencou quase 6% neste início de setembro, como as ações dos bancos também sentiram o baque. Temendo maior interferência do governo no sistema financeiro caso Dilma se reeleja, investidores fugiram dos papéis das principais instituições bancárias desde segunda-feira.
O Banco do Brasil foi o mais impactado. Perdeu 9% de seu valor de mercado apenas nos primeiros dez dias de setembro. Já as ações preferenciais do Bradesco recuaram 6,8% no período. Nesta quarta-feira, as quedas são de 1,58% e 2,47% respectivamente. Itaú, Santander e BTG Pactual também acompanharam a tendência de queda. Os bancos só não perdem no acumulado do mês para a Petrobras, cujo valor de mercado recuou 10,3%.
Banco Central — Em propaganda eleitoral de 30 segundos produzida pelo marqueteiro João Santana, que começou a ser veiculada nesta terça-feira, o PT lançou mão das retóricas de pobres contra ricos, negros contra brancos e banqueiros contra o povo para ilustrar a ideia de que dar autonomia ao Banco Central é o mesmo que entregar o órgão aos donos de instituições financeiras. A crença deturpada que a presidente tem em relação ao papel do BC foi destrinchada dias atrás no site Muda Mais, patrocinado pelo partido. Nesta quarta-feira, Dilma replicou com todas as vírgulas a cartilha adiantada pelo Muda Mais: a petista afirmou que a autonomia do Banco Central causará aumento das taxas de juros, desemprego e redução de salário para os brasileiros. (Revista Veja)

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