domingo, 28 de setembro de 2014

Manifesto de generais condena o ministro da Defesa, Celso Amorim

Manifesto de generais condena o ministro da Defesa, Celso Amorim

O Globo André Coelho O ministro da Defesa, Celso Amorim BRASÍLIA - Manifesto assinado por 27 generais de Exército, todos na reserva, criticou a posição do ministro da Defesa, Celso Amorim, de que as Forças Armadas teriam reconhecido a ocorrência de morte e desaparecimento de pessoas durante o regime militar. No documento, divulgado pelo jornal "O Estado de S. Paulo", os oficiais, três deles ex-ministros do Exército, disseram abominar "peremptoriamente" as declarações do ministro e garantiram que os "embates", como chamavam a repressão desencadeada contra as organizações de esquerda, "não foram iniciados por nós, pois não os desejávamos".
O manifesto circulou no momento em que a Comissão Nacional da Verdade negocia com o Ministério da Defesa e o comando de Exército, Marinha e Aeronáutica a liberação, para fins de investigação, das folhas de Alterações (espécie de currículo militar) dos agentes das três armas envolvidos em casos de tortura e mortes de vítimas do regime. Os militares têm resistido à entrega de documentos, como relatórios produzidos por órgão de inteligência e informações e prontuários médicos.
A Comissão Nacional da Verdade e a Comissão da Verdade do Rio fizeram na sexta-feira, no Rio, uma audiência para tratar do caso dos nove chineses que, em 1964, foram presos, torturados e submetidos a uma investigação policial militar.
A Justiça Militar acusou-os de subversão e espionagem. No mesmo ano e no início de 1965, foram processados, condenados e expulsos do Brasil. Uma das vítimas, o jornalista Ju Qingdong, de 84 anos, gravou um vídeo, dia 16, apresentado na audiência:
"Tudo o que fazíamos estava conforme a lei do Brasil. Desde a manhã de 2 de abril, o prédio onde estava a sucursal (da agência de notícias) de Hsinhua foi vigiado e controlado pela polícia. Depois, policiais entraram à força. Após a entrada à força no apartamento, eu fui amarrado com os braços para trás, e forçado a ir com eles em todos os cômodos. Eles batendo cruelmente em mim. Golpearam minha face com a coronha".
O Globo

Nenhum comentário:

Postar um comentário