quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Sobre o debate de ontem dos presidenciáveis


  



Sobre o debate de ontem dos presidenciáveis
Após o debate promovido pela rede Band, transmitido na íntegra pelo BandNews da rede Band de Televisão, já vou me antecipando em resumir a minha avaliação sobre o desempenho dos três candidatos que tem chance de seguir para o segundo turno, o Aécio Neves do PSDB, a Dilma Rousseff do PT e Marina Silva do PSB.
Começando pela Dilma Rousseff. A candidata Dilma se aventurou em querer apresentar como uma presidente competente, apresentando alguns números "factóides". Tentou fazer "colar", novamente, a figura da "gerentona". Mas foi infeliz. O debate mostrou que ela não é preparada para continuar ocupando o cargo que ela ocupa.
Disse Dilma do aumento patrimonial da Petrobras no período do governo petista, sem citar a mega capitalização que fora feito pelo Lula, pelo aumento do capital realizado pela Companhia, incorporando direito sobre campo Tupi, até 5 bilhões de barris de petróleo. Disse também, da possibilidade do País produzir 3,5 milhões de barris dia em 2018. Isto é mais uma promessa "factóide". O Brasil produz hoje, 2,5 milhões de barris de petróleo equivalente dia. O acréscimo de produção em 1 milhão de barris dia em prazo tão curto é mentira.
No decorrer do debate, a figura da "gerentona" que Dilma quer passar para a população desde a sua campanha em eleição em 2010, foram desmistificado pelos demais candidatos. Dilma tentou defender o indefensável, porque no governo dela, pouco fez a não ser a atrapalhada de investimentos no setor elétrico e política de equivocada de contenção de preço de combustíveis.
Dilma esteve extremamente nervosa, visivelmente nervosa. Tipo de nervosismo de uma pessoa despreparada para o cargo de presidência da República. Dilma, demonstrou que pouco sabe sobre a realidade brasileira. Isto um simples mortal poderia notar pelas respostas dadas por ela no decorrer do debate.
Dilma foi a candidata, entre os três mais pontuados, que mais perdeu com o debate da Band. Nos próximos dias, as pesquisas vão mostrar a queda das intenções de votos. Dilma vai disputar a terceira posição com o Pastor Everaldo, que por sinal saiu-se bem.
A Marina Silva, fez o jogo dela. Apesar dela não ser figura que chame atenção pela postura física, ela se sai bem perante as câmeras. Vamos dizer que ela é uma espécie de Mick Jagger do mundo da música. Providencialmente, ela usou roupa clara, que de certa forma corrige sua natureza física frágil. Ela partiu para o ataque.
A Marina Silva, fez uma opção arriscada, em apresentar-se como "salvadora da pátria". Bateu e bateu sobre a "velha" forma de fazer política. Ela disse com todas as letras que o PSDB e PT são farinha do mesmo saco. Isto faz parte da estratégia de campanha da Marina.
Diante das manifestações de ruas e do desejo da maioria da da população pela mudança do rumo do País, o "discurso" da Marina pega. É isto que está acontecendo. Ela vendeu a imagem da Marina como "salvadora da pátria". Disse que é contra a "velha" política, mas não disse qual é a "nova" política dela. Disse ela que vai buscar os "melhores" quadros do País para governar, só não disse como vai cooptar o Congresso Nacional.
Marina Silva lembra bem a figura do Fernando Collor. Foi exatamente a figura do "salvador da pátria" que vendeu para o eleitorado para vencer a eleição presidencial. À época, o quadro da economia brasileira estava desgastada tanto quando o de hoje. O Brasil estava no auge do fracasso dos sucessivos planos econômicos do Sarney. Collor ganhou com estrondosa maioria.
Marina Silva, assim como Collor, desafia o Congresso Nacional. Disse que condena a política do "toma lá, dá cá". Mas não disse, como vai governar o País, sem o apoio do Congresso Nacional. Todos presidentes que ousaram desafiar o ordenamento institucional de três poderes da República, ou renunciou ou foi cassado. Falo das figuras do Jânio Quadros que governou o País por 7 meses e Collor que governou o País por 2 anos. Marina optou em navegar por caminho perigoso. Ela é adepta da "democracia direta" com participação popular. Será que isto dá certo?
Aécio Neves é mineiro. Aécio Neves é neto do Tancredo Neves. Como todo mineiro, vai comendo pelas beiradinhas, com paciência de deixar nervoso os apoiadores. Apresentou ao público o seu plano de governo, sem fazer ataques contundentes, sem ser provocado. O jeito mineiro de fazer política. Não se engane, que ele chegará no segundo turno, sobretudo pela derrapada da Dilma, mais do que sua subida nas pesquisas.
Aécio Neves não prometeu muito coisa, a não ser o crescimento do País em bases sustentáveis. Num ponto, ele se diferenciou dos outros candidatos, ao apresentar o Armínio Fraga, se eleito, como condutor da política econômica, praticamente mostrou o "norte" que ele pretende mostrar em termo de rumo da economia do País.
Armínio Fraga, formulador da política econômica do Aécio Neves
Guido Mantega, condutor da política econômica da Dilma Rousseff
O resultado é que, no meu entender, a Dilma vai despencar ainda mais. Ainda falta 40 dias até eleições. Dilma não se sustenta na segunda colocação nas pesquisas, sobretudo pela ascendência da Marina. A minha conclusão, neste momento, é que haverá segundo turno das eleições, com Aécio Neves e Marina Silva. Quanto a este embate, vou comentar somente após o conhecimento do resultado do primeiro turno das eleições.
A conclusão de hoje, após debate, é de que Dilma não disputará o segundo turno das eleições. O segundo turno será uma disputa acirrada entre Aécio Neves e Marina Silva.

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