sexta-feira, 29 de agosto de 2014

O SALÁRIO MÁXIMO E O SALÁRIO MÍNIMO




A partir de Janeiro de 2015, o salário mínimo pode subir para 788 reais, e o salário máximo pode chegar a 35 mil e 900 reais.
Sobre o salário mínimo não há muito o que dizer, exceto que não há muito o que fazer com ele.
A nota triste é que, mesmo depois de 12 anos do governo dos trabalhadores, esse piso dos trabalhadores, abaixo de 800 reais, ainda é tão ruim quanto era nos tempos do FH, do Collor e do Sarney.

Já o teto salarial dos ministros do STF, de quase 36 mil reais, na verdade, não deveria assustar nem incomodar.

Isso porque o Supremo Tribunal Federal não é nem um partido, nem um sindicato, nem uma empresa, nem uma Casa da Mãe Joana, onde políticos, dirigentes ou executivos ganham e gastam muito mais do que devem ou que merecem.


O STF é a maior instância do Judiciário brasileiro, onde, bem ou mal, são decididos valores, direitos e princípios fundamentais, além de questões de vida ou de morte.

O problema não é e nem deve ser quanto ganham 11 magistrados da mais alta Corte do país - mesmo que esse seja o país da Justiça que tarda, falha, prende, solta e decepciona.
O problema é e deve ser o Brasil só poder pagar a milhões de pessoas que trabalham duro um piso ainda menor do que a ajuda de custo que recebem os desempregados nos Estados Unidos ou na Europa.

Num país com sonhos de Primeiro Mundo, o salário máximo não deveria aviltar ninguém; e o salário mínimo não deveria teimar em testemunhar a nossa subeconomia.

Esse, sim, é o escândalo que deveria escandalizar...

Alex Campos

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