domingo, 10 de agosto de 2014

A Contadora do Doleiro


“A contadora do doleiro Alberto Youssef revela como funcionava o esquema de pagamento de propina a políticos do Congresso – e dá o nome de parlamentares, de empreiteiras e dos partidos envolvidos”. “Meire Bomfim Poza participou de algumas das maiores operações do grupo acusado de lavar 10 bilhões de reais de dinheiro sujo, parte desviada de obras públicas e destinada a enriquecer políticos corruptos e corromper outros com pagamento de suborno." “Durante três anos, Meire manuseou notas fiscais frias, assinou contratos de serviços inexistentes, montou empresas de fachada, organizou planilhas de pagamento.” “Nas últimas três semanas, a contadora prestou depoimentos à Polícia Federal”. Sobre os partidos políticos Meire disse o seguinte: PT: “Ele tinha um fundo para captar dinheiro das prefeituras. E era sempre nas prefeituras do PT. Ele falava: Onde tiver PT, a gente consegue colocar o fundo. O prefeito que aportasse levava 10%. A comissão era levada em malas de dinheiro no avião dele.” PMDB: “O Beto estava preparando uma venda de debentures para a Postalis (Fundo de pensão dos Correios) e a FUNCEF no valor de 50 milhões de reais. A diretoria da Postalis é dividida entre o PMDB e o PT, tudo misturado. Não sei o tamanho da comissão que os partidos iriam levar. Mas era muito dinheiro.” PP (Partido Progressista): “Ele estava trabalhando forte no começo do ano para o PP. Um dia ele me chamou lá no escritório e disse que tinham entrado 5 milhões para o partido. Precisava de uma nota para lavar o dinheiro.” Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras: “Para entrar na Petrobras, era preciso pagar pedágio ao Paulo Roberto Costa. O Beto era quem operacionalizava e administrava o dinheiro arrecado com as empreiteiras”. AS EMPREITEIRAS. OAS: “Uma parte dos recursos que chegavam na OAS era para caixa dois político”. Mendes Júnior: “Nos contratou para fazer um estudo de viabilidade de plataforma de petróleo. Era só simulação para receber dinheiro.” Camargo Correa: “A Camargo era um esquema exclusivo de comissões dos negócios acertados dentro da Petrobrás com Paulo Roberto Costa.”
Fonte: Revista Veja, 13 de agosto de 2014, páginas 54 a 61.

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