segunda-feira, 10 de junho de 2013

O Exército vai bem, obrigado!

O Exército vai bem, obrigado!
Somos comandados por chefes militares que se empenham em manter o padrão de operacionalidade do equipamento, sempre atentos a sua renovação, acompanhando a tendência dos Exércitos modernos. Não reequipam as unidades com material recondicionado, comprado em cemitérios de sucatas de equipamentos usados na Segunda Guerra Mundial. Preocupam-se com o bem estar da tropa, equiparando-a com o padrão de vida das outras categorias funcionais da carreira de Estado, como, por exemplos, a Polícia Militar do Distrito Federal, a Polícia Federal, ou os funcionários do Congresso Nacional.
O pessoal anda tão satisfeito que não se ver oficiais e graduados fazendo concursos públicos e dando baixa. Não se tem notícia de oficiais generais (três) que deram cabo de suas vidas por problemas financeiros. Militares de menores patentes, nem se fala.
Por que se preocupar com a situação financeira da tropa se todo o contingente do Exército ganha bem! Ninguém faz ‘bico’ para complementar o salário, e nem consente que a esposa trabalhe fora para melhorar o orçamento familiar. Todas as famílias de militares têm empregados domésticos, diaristas, etc. As donas de casa nem reclamam da vida. Ganham uma boa mesada dos maridos e até podem marcar presença em salões de beleza e se depilar para frequentar a piscina e áreas de ginástica do condomínio. Até acham que um major não é um ‘cabo véio’, dada a situação boa de seus maridos, que como a maioria dos militares vive pendurados no cheque especial, nos empréstimos bancários e no empréstimo consignado descontado em folha de pagamento.
O comandante do Exército é tão bom para os reformados (militar com mais de setenta anos de idade), que para evitar endividamentos, proíbe que os mesmos contraiam empréstimos consignados. Mas não faz restrição com os funcionários civis.
O comandante do Exército não admite que chefes de secretarias de direitos humanos humilhem a instituição militar, acusando-a de torturar seus cadetes e soldados. E nem pactuaria com esse tipo de ofensa, sendo um dos signatários que impuseram o descerramento de uma placa na AMAN, admitindo que a academia tortura cadetes nas instruções. Não aprovou a criação da Comissão Nacional da Verdade, e nem iria ao ato de posse dos seus membros. Não acreditaria que os membros da comissão não fossem pessoas sérias, pois que buscam esclarecimentos de fatos atribuídos indistintamente aos agentes do Estado e militantes da luta armada. O Comandante do Exército não daria crédito à comissão declarando aos seus membros que ele, comandante do Exército, não se importa que os MILITARES DO PASSADO sejam convocados para depor na comissão.
Um comandante militar jamais viraria as costas para um seu subordinado hierárquico, negando-lhe apoio, ao declarar textualmente: ‘o Exército não vai fazer nada!’, deixando o companheiro entregue aos abutres pelo fato de ter atuado em defesa do país, cumprindo ordens superiores.
O Exército vive os seus melhores dias com os governos petistas. Situação tão boa que os oficiais em cargo de comando se esmeram em distribuir medalhas e condecorações aos ex terroristas e ex guerrilheiros, numa campanha de apaziguamento político, alegando ‘reconhecimento aos relevantes serviços prestados ao país e às FFAA!’ Esse comportamento tem revertido em benefícios para a instituição militar. Daí não se ter conhecimento que os comandantes militares sejam tratados como cachorros. Vira-latas, bem entendido! E que tenha um oficial de Exército, (Ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional) sido expulso do elevador, por adentrar no mesmo junto com a presidente da república. “Xô milico de merda! Não está vendo a presidentA da república!”, teria protestado a primeira mandatária do país. O milico enfiou a viola debaixo do braço, e recolheu-se a sua insignificância. E nem se tem conhecimento que os comandantes de Forças sejam proibidos de frequentar o mesmo palanque das autoridades civis, ainda que em desfile militar.
O contentamento é geral nos altos escalões das FFAA. Os novos ‘companheiros’ não aceitariam, como recompensa por possíveis omissões, receberem ´boquinhas’ ao passar para a reserva. Ninguém precisa ser capacho para receber esse tipo de recompensa. Que o diga o ex comandante do Exército, o ‘Chiquinho do PT!’
Mas têm indivíduos que não enxergam este momento virtuoso dos nossos atuais chefes militares. Escrevem baboseiras, queimando-se com os seus colegas de farda.
Os noviços adeptos da era comuno-petista sonham fazer parte da companheirada, e gozar dos benefícios que uma boca livre pode dar.
“Eu vou prá Maracangalha / Eu vou!” (Dorival Caymmi). Se alguém não quiser ir, eu vou só. Mas lá continuarei gritando!
José Geraldo Pimentel
Cap Ex EB
Rio de Janeiro, 09 de junho de 2013.

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