sábado, 13 de abril de 2013

A inconveniência de se debater com a ‘comissão da calúnia’




Aconteceu um debate entre membros da Comissão Nacional da Verdade, representada por NILMARIO MIRANDA, LUIZA ERUNDINA E CLAUDIO FONTELES; e o almirante VEIGA CABRAL, presidente do Clube Naval. Estranho dois fatos neste debate. Primeiro: O contraditório teve apenas um representante, enquanto a comissão foi representada por três de seus membros. Segundo: A comissão dita da verdade, caiu no descrédito quando seus membros mudaram o texto da lei que a criou, restringindo o período dos esclarecimentos ao dos governos militares, enfocando ainda e apenas os agentes do Estado, como se na luta armada só tivesse havido um contendor. Dá a impressão que os militantes da luta armada não tiveram ações beligerantes, tendo sido vítimas dos militares. E o mais importante: essa comissão já nasceu como uma fraude, pois foi fruto da criação de uma única pessoa, a presidente da república, suspeita porquanto fez parte de um dos grupos de terroristas que infernizou o país, provocando assaltos a mão armada, roubos, sequestros, assassinatos e atos de terrorismo. Teve um único elemento que a aconselhou na seleção dos membros da comissão: seu ex marido, um notório terrorista. Os membros da comissão são elementos suspeitos pelo passado ligado à lua armada, quer como integrantes ou simpatizantes e advogados de militantes da luta armada. Traduzindo para o bom português. Essa comissão está mais para uma ‘comissão da calúnia’, como bem se reportou o general Maynard Marques de Santa Rosa. Eu acrescentaria. Trata-se de uma comissão de merda comandada por um bando de marginais; notórios comunistas, que não valem o prato que comem. Uma adaptação depravada do conto a ‘Branca de neve e os sete anões’! Cinco porras loucas e duas sirigaitas! A branca de neve da era moderna é má e revanchista!
Atender a convocação ou se oferecer para debater com a comissão da calúnia é agir como um masoquista. É não se dar ao valor. ‘Quem com porcos se mistura, termina comendo farelo’, diz o ditado.
A seguir transcrevo algumas questões formuladas pelo Ten Cel Ref do EB Fernando Batalha Monteiro, que poderiam ter sido indagadas aos membros da comissão.
Um debate aonde apenas um representante do contraditório se apresenta, não é um debate. É fortalecer a posição de um inimigo que está aí atuando no sentido de se rever a Lei da Anistia, com o propósito claro de levar às barras de um tribunal de exceção os militares e policiais civis e militares que foram encarregados de neutralizar a ação de um inimigo que se propunha destruir os alicerces da democracia brasileira, transformando o país numa república do proletariado, subjugado a então poderosa URSS.
AS QUESTÕES QUE NÃO FORAM PERGUNTADAS
1 – PERGUNTAR-SE AOS TRÊS REPRESENTANTES DA CNV: QUAL ERA VERDADEIRAMENTE O OBJETIVO DA LUTA ARMADA ?
ESTA PERGUNTA PRECISA SER RESPONDIDA, SOB PENA DE PERJÚRIO, POIS É PÚBLICO E NOTÓRIO QUE A LUTA ARMADA VISAVA À IMPLANTAÇÃO DE UMA DITADURA COMUNISTA NO BRASIL. NÃO EXISTE EFEITO SEM CAUSA. O FATO DE SOMENTE ESTAR SENDO INVESTIGADA A ATUAÇÃO DOS AGENTES PÚBLICOS, SEM PERQUIRIR A CAUSA DA ATUAÇÃO, VIOLA O DIREITO DE DEFESA DOS ACUSADOS. DESTARTE, NÃO PODE SER OMITIDA DA INVESTIGAÇÃO.
2 – PERGUNTAR-SE A CLAUDIO FONTELES: VOCÊ PARTICIPOU DA ORGANIZAÇÃO TERRORISTA DENOMINADA AÇÃO POPULAR (AP) ?
É FATO PÚBLICO E NOTÓRIO, MAS O POVO TEM O DIREITO DE OUVIR DA BOCA DELE O SIM.
A AP PLANEJOU E EXECUTOU ATENTADO TERRORISTA NO AEROPORTO GUARARAPES (RECIFE), DE QUE RESULTOU UM MORTO E VÁRIOS FERIDOS GRAVES, TENDO UM JORNALISTA FICADO PARAPLÉGICO.
CLAUDIO FONTELES PARTICIPOU DA EXECUÇÃO OU APENAS DA CONCEPÇÃO E PLANEJAMENTO DESSA AÇÃO ?
3 – A METODOLOGIA DOS TRABALHOS CIENTÍFICOS CLASSIFICA A FONTE EM DUAS CATEGORIAS: PRIMÁRIAS E SECUNDÁRIAS. FONTES PRIMÁRIAS SÃO CONSTITUÍDAS POR INFORMAÇÕES COLHIDAS NO MOMENTO DA OCORRÊNCIA DO FENÔMENO (ESTE TERMO ESTÁ SENDO USADO EM SENTIDO LATO): AUTO DE CORPO DE DELITO, PERÍCIA TÉCNICA, DEPOIMENTOS DE TESTEMUNHAS OCULARES OU CIRCUNSTANCIAIS. FONTES SECUNDÁRIAS: LIVROS E PUBLICAÇÕES EM PERIÓDICOS E JORNAIS, DA ÉPOCA DO FENÔMENO. A CNV TEM DESPREZADO OS AUTOS DE CORPO DE DELITO E AS PERÍCIAS TÉCNICAS, OPTANDO PELA “ESCOLHA” DE FONTES PRIMÁRIAS COM INCONFESSÁVEL INTERESSE DE DESVIRTUAR A REALIDADE DOS FATOS. TUDO INDICA QUE SÃO PERSONAGENS EM BUSCA DE UM AUTOR E CUJO DESIDERATO, SALVO HONROSAS EXCEÇÕES QUE PODEM EXISTIR ( MAS DUVIDO QUE EXISTAM ) CONFIRMAM A REGRA, É RECEBER FUTURAS INDENIZAÇÕES DA CHAMADA “BOLSA DITADURA”. AS FONTES SECUNDÁRIAS SÃO CONSTITUIÍDAS PELOS LIVROS E PERIÓDICOS E JORNAIS DA ÉPOCA – COMO AS REVISTAS O CRUZEIRO E MANCHETE, A REVISTA SELEÇÃO DO READGEST DIGEST, O JORNAL O GLOBO E OS DEMAIS ORGÃOS DA GRANDE IMPRENSA NACIONAL E INTERNNACIONAL. ESTAS FONTES, IMPRESCINDÍVEIS A UM TRABALHO SÉRIO E ISENTO, TÊM SIDO DESPREZADAS PELA CNV, POIS O CONTEÚDO DESSAS PUBLICAÇÕES INDICA O CONTRÁRIO DO QUE A CNV PRETENDE CONCLUIR.
DESTARTE, PERGUNTO: A CNV TEM RESPALDO TÉCNICO PARA INCORPORAR À HISTORIOGRAFIA BRASILEIRA, ENQUANTO CIÊNCIA, O RESULTADO DE SUAS PRETENSAS INVESTIGAÇÕES ?
COM CERTEZA O MUNDO DA CIÊNCIA, DE QUE A ACADEMIA É O MAIS LÍDIMO REPRESENTANTE, NÃO ACEITARÁ UMA INVESTIGAÇÃO EIVADA DE IDEOLOGIA E TECNICAMENTE INVÁLIDA.
4 – COMO SE COMPORTAVA A POPULAÇÃO ANTE OS ATENTADOS PRATICADOS PELAS ORGANIZAÇÕES TERRORISTAS DA LUTA ARMADA ? APOIAVA-A ?
DURANTE O REGIME MILITAR NÃO ERAM FEITAS PESQUISAS DE OPINIÃO A RESPEITO DAS INSTITUIÇÕES BRASILEIRAS. A PARTIR DA IMPLANTAÇÃO DA NOVA (?) REPÚBLICA ( A PRIMEIRA PESQUISA FOI FEITA EM 1985, NO INÍCIO DO GOVERNO SARNEY ). AS PESQUISAS, FEITAS SISTEMATICAMENTE POR ÓRGÃOS INSUSPEITOS, COMO A FGV, DE ENTÃO PARA CÁ, POSICIONA AS FORÇAS ARMADAS, RECORRENTEMENTE, NO PRIMEIRO LUGAR EM CONFIABILIDADE POR PARTE DA POPULAÇÃO BRASILEIRA, E OS POLÍTICOS, QUE TÊM COMO DEBATEDORES NILMÁRIO E ERUNDINA, APARECEM SEMPRE COM BAIXÍSSIMOS NÍVEIS DE CONFIABILIDADE, EM TORNO DE 10 % ( QUE SIGNIFICA 90 % DE REJEIÇÃO !. ).
COMO OS DEBATEDORES INTERPRETAM ESSE FATO ?
Fernando Batalha Monteiro – Ten Cel Ref EB.

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