quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Juízes federais e da Justiça do Trabalho param hoje e amanhã para pedir aumento salarial

Juízes federais e da Justiça do Trabalho de todo o país farão uma paralisação conjunta nesta quarta (7) e quinta-feira (8) para pedir reajuste salarial.

Segundo a categoria, desde 2005, quando foi fixado o teto de remuneração para juízes da União, o único aumento foi de 9%, em 2009, embora a variação da inflação durante esses sete anos tenha sido de 40%, o que daria uma defasagem de 28,86%.

Não haverá audiências nem hoje nem amanhã, mas os magistrados vão continuar julgando casos mais graves e urgentes, a critério do juiz, como habeas corpus e mandados de segurança. No total, são 1.800 juízes federais e cerca de 4.000 do Trabalho.

Em Brasília, pela manhã, haverá uma mobilização de juízes no Tribunal Regional Federal. Em seguida, representantes das entidades Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil) e Anamatra (Associação dos Juízes da Justiça do Trabalho) devem se encontrar com os presidentes do Senado, José Sarney, e da Câmara, Marco Maia. O Congresso Nacional deve votar em dezembro o Orçamento da União para o ano que vem e o objetivo é sensibilizar os parlamentares.

À tarde, a categoria se reúne com o corregedor da Justiça Federal, ministro João Otávio de Noronha, e o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Ayres Britto.

Entre as reivindicações dos magistrados também está a progressão funcional. Eles exigem receber adicional por tempo de serviço para diferenciar o salário de quem ingressa na carreira de quem está no final dela.

Também como forma de protesto contra os salários, os magistrados não pretendem participar da Semana Nacional de Conciliação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que acontece de 7 a 14 de novembro.

A campanha envolve todos os tribunais brasileiros, que separam os processos com chance de acordo e intimam as partes envolvidas para tentar resolver o litígio. A meta é desafogar o Judiciário.

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