domingo, 4 de novembro de 2012

UMA CIDADE CONFLAGRADA

A Igreja vai tomar uma posição quando???????




UMA CIDADE CONFLAGRADA



Em São Paulo, a guerrilha virou guerra. Oitenta e seis policiais militares e 18 agentes penitenciários foram assassinados este ano. Mais 65 civís só nos últimos dez dias. Ignora-se quantos traficantes, mas, pelo menos, o dobro. Acima e além desse conflito declarado entre polícia e bandidos, a verdade é que escoou pelo ralo o conceito de segurança pública. Meliantes de toda espécie transitam pela cidade, prontos para a cada esquina e a cada minuto assaltar, roubar, invadir, seqüestrar e matar. Sair às ruas, em especial depois que o sol se põe, é uma temeridade, não só na periferia, mas nos Jardins e no Morumbi. A maior e mais rica comunidade do país transformou-se num campo de batalha, com direito à extensão ao entorno e a outros centros nem tão próximos assim.

Autoridades e a mídia não conseguem mais minimizar a conflagração. Há que noticiar os crimes, como prometer providências, mesmo sem expor inteiramente o caos que assola São Paulo. Estariam os governantes temerosos da reação inevitável do cidadão comum, prestes a alistar-se nos batalhões da justiça pelas próprias mãos? Logo assistiremos a participação de todos no confronto que o poder público não consegue mais conter. O número de paulistanos armados multiplicou-se. Quem não tinha revólver agora tem. E leva na cintura, na bolsa ou no carro, quando precisa deixar sua casa. O infeliz que vem na calçada em sentido contrário é o inimigo. Quem atravessa a rua no farol é um potencial ladrão do veículo cujo motorista encontra-se pronto para arrancar, avançando o sinal vermelho. No bar, senta-se na cadeira encostada na parede, para garantia da retaguarda. No ônibus, finge-se ler um jornal ou uma revista, mas presta-se mesmo é atenção no vizinho do lado ou em pé diante do suposto leitor. Quem fica parado diante da vitrina para conhecer a mais nova parafernália eletrônica é filmado e vigiado lá de dentro. Olhar nos olhos, aproximar-se do outro sem razão plausível, pedir informação ou ficar na fila do metrô contando moedas tornou-se um risco, já que ninguém garante tratar-se de gestos naturais ou da preliminar de um assalto ou coisa pior. Daqui a pouco será melhor atirar primeiro e perguntar depois.

O que imaginam fazer Geraldo Alckmin e agora Fernando Haddad? Podem muito pouco. Mas também movimentam-se cercados de seguranças e por montes de correligionários. O perigo imediato não é com eles, estarão blindados. Vale o mesmo para o prefeito Kassab e, com um pouco de sorte, para seus secretários. Também permanecem protegidos os potentados financeiros e seus pimpolhos, envoltos no cinturão da segurança privada. Mas o povo? Aquela outrora comunidade amena, amável, simpática e feliz vai-se transformando em tropa de choque privada, para sua própria preservação. Mesmo assim, sem conseguir...


Esta na hora de união novamente. Sabemos se o Brasil pegar fogo os empresários e milionários brasileiros pegaram seus jatinhos e sumiram do país. Mas esperamos que a Igreja fiça sua parte novamente.



Passado muito que presente............

 
A Marcha da Família com Deus pela Liberdade foi o nome comum de uma série de manifestações públicas organizadas por setores conservadores da sociedade brasileira em resposta ao comício realizado no Rio de Janeiro em 13 de março de 1964, durante o qual o presidente João Goulart anunciou seu programa de reformas de base. Supostamente, congregou meio milhão de pessoas em repúdio ao Presidente João Goulart e ao regime comunista vigente em outros países.

A primeira dessas manifestações ocorreu em São Paulo, a 19 de março, no dia de São José, padroeiro da família. Articulada pelo deputado Antônio Sílvio da Cunha Bueno juntamente com o padre irlandês Patrick Peyton, nascido no Condado de Mayo, Irlanda, em 9 de janeiro de 1909, fundador do Movimento da Cruzada do Rosário pela Famíliae ex-capelão estadunidense, com o apoio do governador Ademar de Barros, que se fez representar no trabalho de convocação por sua mulher, Leonor Mendes de Barros, organizada pela União Cívica Feminina e pela Campanha da Mulher pela Democracia, patrocinadas pelo Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais, o IPES.

A mobilização

Os métodos utilizado pelo IPES para fazer que houvesse manifestações eram simples, primeiro foram convocadas as esposas de empresários, ensinadas sobre "como o comunismo seria prejudicial a elas e, principalmente seus filhos". Em seguida foram convocadas as esposas dos empregados das empresas participantes, sendo as mulheres ensinadas pelas esposas dos patrões em reuniões de senhoras com fins filantrópicos e religiosos.[carece de fontes/texto parcial]

Simultaneamente eram distribuídos panfletos entre a população, supostamente endereçados aos fazendeiros e agricultores, outros panfletos davam ênfase à palavras chave, como democracia, subversão, liberdade, o clero fazia publicar mensagens dirigidas ao Presidente.

Setores conservadores da sociedade como a Igreja mobilizaram pessoas para a primeira Marcha da Família com Deus Pela Liberdade. Dela participaram quinhentas mil pessoas no dia 19 de Março de 1964.

A massa humana saiu da Praça da República, seguindo pela Rua Barão de Itapetininga, atravessando o Viaduto do Chá, para, chegando à Praça da Sé ser rezada uma missa pela Democracia, pelo padre Irlandês Patrick Peyton, no Brasil a convite da Igreja e, em especial, do Cardeal Jaime de Barros Câmara, da Arquidiocese do Rio de Janeiro.

Em 2 de abril de 1964 cerca de um milhão de pessoas participaram da Marcha da Família com Deus pela Liberdade, no Estado da Guanabara [carece de fonte].



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