quarta-feira, 27 de julho de 2011

Para falarmos de política nas FA e principalmente sobre conscientização dos Soldados, Cabos, Sargentos e Subtenentes é necessário entendermos um pouco da história dessa estrutura criada para manter sobre cabrestos – em especial – os SARGENTOS. Vejamos então:

Para falarmos de política nas FA e principalmente sobre conscientização dos Soldados, Cabos, Sargentos e Subtenentes é necessário entendermos um pouco da história dessa estrutura criada para manter sobre cabrestos – em especial – os SARGENTOS. Vejamos então:


O Sargento, como posto militar, existe há mais tempo que o Exército, como ramo das Forças Armadas. Mesmo ainda antes da criação da primeira organização militar ( Terço da Armada - cerca de 1650), já existiam Sargentos-Mor. Nesse tempo os restantes Sargentos eram designados de Oficiais Inferiores. Os Sargentos-Mor eram os responsáveis pela preparação militar dos homens em geral, gozando de elevada reputação social.

Em Portugal, no tempo do Marquês de Pombal foi contratado na Prússia um nobre chamado Conde Guilherme de Schaumburg-Lippe(nomeado Marechal-General do Exército Português para Campanha contra a Espanha e a França em 1762), com o encargo de restituir à Instituição Militar o brio combativo de outros tempos. Este nobre, através do seu Decreto de 16 de Fevereiro de 1764, criou a Academia Real Militar e passou o Sargento à condição de praça de pré, apesar do contrato continuar sendo trianual. Reconheceu ao Oficial Inferior a competência para responder pelas Companhias, determinando também que eles deveriam saber ler e escrever corretamente, porque o Oficial Comandante poderia não o saber por ser fidalgo. Para ser promovido ao posto de Alferes e poder freqüentar a Escola de oficiais era necessário ser sargento.

Atualmente, o ingresso para os cursos para Oficiais e Sargentos passou a ser feita mediante concurso público nacional. No Brasil, a Escola de Sargentos tem como sua frase-símbolo, conhecida em todo o Exército Brasileiro e perenizada na sacada do pavilhão de comando: Sargento: elo fundamental entre o Comando e a Tropa. Para se poder chegar até o Posto de Capitão, o Sargento do Exército Brasileiro deve fazer um curso de Aperfeiçoamento na Escola de Aperfeiçoamento de Sargentos (EASA), em Cruz Alta, RS e ainda o Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais (CHQAO) a funcionar na EsIE/RJ.

No livro “O Cerne da Discórdia” Bibliex, nas páginas 94 e 95 podemos ler e tirar nossas conclusões sobre a preocupação de Caxias com o controle das “PRAÇAS”.

No Brasil o Sargento ainda tem a designação de Praça, porém na maior parte das Forças Armadas do mundo este termo já foi substituído para Sargentos ou Oficiais não comissionados.

Nossos “heróis” SARGENTOS são: O Sargento-Mor Antonio Dias Cardoso (Patrono das Forças Especiais do Brasil) na Batalha de Guararapes e o 1º Sargento Wolf, herói da FEB.

Concluindo: existe todo um sistema que a muito tempo controla, reprime e excluí a POLÍTICA da vida castrense MILITAR– principalmente – dos SUBTENENTES E SARGENTOS.

Então...é perfeitamente compreensível que ainda estejamos engatinhando no processo político brasileiro. E, estão de parabéns os(as) camaradas que “botaram a cara” (como eu), candidatando-se e participando politicamente, com todas as dificuldades, imposições, repressões e riscos. Meus sinceros reconhecimento também a todos aqueles(as) que com muito sacrifício levam suas (nossas) revindicações, ordeira e respeitosamente a público. Porque entendo que faz parte do processo de se romper uma barreira política democrática necessária aos militares brasileiros. Lembro que a maioria dos parlamentares da maior potência do mundo, os EUA, são militares.

Tem que haver sim mais participação, porém, deve haver muito mais conscientização e entendimento.
 
 
Autor Rus....
 
Interessante trabalha de pesquisa. Pessoa assim que as Forças Armadas necessita. Aceite meus parabéns.

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