domingo, 31 de julho de 2011

Oposição pede investigação no Ministério da Agricultura

Oposição pede investigação no Ministério da Agricultura


Cristiane Jungblut (crisjung@bsb.oglobo.com.br) Tamanho do texto A A A BRASÍLIA - Com a avaliação de que outros partidos da base aliada do governo se tornarão alvo de denúncias em órgãos que comandam, a oposição cobrará a investigação de novos casos, como as irregularidades apontadas no Ministério da Agricultura, em especial na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O PPS quer que o Tribunal de Contas da União (TCU) investigue o caso. Com a volta dos trabalhos do Congresso, o PSDB e o DEM analisarão as novas denúncias.



Para o líder do PSDB na Câmara, deputado Duarte Nogueira (SP), os recentes problemas apontados em diferentes órgãos, que começaram com o Ministério dos Transportes, mostram “a leniência” que o ex-presidente Lula tinha com condutas irregulares de seus aliados.



Denúncias de pagamento para empresa de fachada



Demitido da direção da Conab depois de autorizar — sem permissão e com verba que não poderia ser usada para esse fim — um pagamento para uma suposta empresa de fachada, Oscar Jucá Neto, irmão do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse à revista “Veja” que há um esquema de corrupção no órgão. As denúncias foram rebatidas com veemência pelo ministro da Agricultura, Wagner Rossi, que classificou a postura de Jucá Neto como retaliação por ter sido demitido.



O próprio senador Romero Jucá se apressou para desqualificar as denúncias do irmão, se solidarizando com Wagner Rossi, cujo padrinho político é o vice-presidente Michel Temer. À “Veja”, Jucá Neto apontou irregularidades na venda de um terreno e no pagamento judicial pela Conab à empresa Caramuru.



O líder tucano Duarte Nogueira disse que a presidente Dilma Rousseff terá que enfrentar sua base aliada para continuar promovendo a faxina no governo.



— Todas essas informações atingem agora o PMDB e o PTB. A extensão das irregularidades vai muito além das encontradas nos Transportes, na Agência Nacional do Petróleo. Governos sempre têm problemas, mas o que não pode é ter problemas em todos os lugares. É uma espécie de modus operandi tolerado dentro do governo. É o estilo Lula de governar: licencioso ao extremo com os aliados. A presidente Dilma está tendo essa dificuldade de fazer expurgos. Vamos insistir na fiscalização de todas essas informações — disse Duarte Nogueira.

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