domingo, 3 de julho de 2011

Força Militar: Esposas retomam protestos neste domingo

Rio - O movimento das esposas dos militares das Forças Armadas retoma amanhã (às 9h, na Praça dos Três Poderes, em Brasília) os panelaços por melhor remuneração dos maridos. Presidente do grupo, Ivone Luzardo (foto) antecipou que planeja trazer o protesto para o Rio, durante os Jogos Mundiais Militares.



1. O que levou o movimento a retomar os panelaços?

Queremos qualidade de vida para nossas famílias, principalmente nossos filhos. É desestimulante chegar ao fim do mês tendo que atender as necessidades mais primárias de uma família sempre no vermelho. Inaceitável.



2. Qual é o objetivo deste novo panelaço?

O objetivo inicial é sensibilizar o governo no tocante ao reequipamento das três forças e também despertá-lo para a questão da baixa remuneração dos militares. Hoje, se fizermos uma comparação nos vencimentos dos Três Poderes, o Executivo é o que desponta com a mais baixa remuneração. E mais: as Forças Armadas é a pior remunerada dentro do Executivo.



3. O panelaço será seguido de outros protestos?

Sim e em nível nacional. Já estamos nos organizando para o Rio, na abertura dos Jogos Mundiais Militares (dia 16 de julho) e para o estado da Bahia, ainda este mês.



4. Como o movimento avalia o recente protesto dos bombeiros do Rio?

Atualmente, apesar de vivermos em uma democracia, temos nossas dúvidas sobre o tipo de democracia que estamos pautando, pois o que vemos hoje é um consórcio governista com vários partidos nanicos e o PMDB votando projetos de interesse do governo em troca de “prebendas”. Então, se os bombeiros reiteradas vezes tentaram ser ouvidos de forma pacífica e ordeira e não havendo sucesso nos seus pleitos, acho que em razão dos baixos salários e por uma questão até de sobrevivência, resolveram radicalizar suas reivindicações. Por isso, acho que acertaram.



5. O seu grupo considera que esposas de PMs e bombeiros também deveriam assumir a frente do movimento reivindicatório de seus maridos?

Sim. Temos uma experiência vitoriosa nesse sentido. Por sermos esposas não sofremos retaliações do comando e nem do governo. Quando lutamos por melhoria salarial para nossos maridos estamos defendendo nossa família! Estamos solidárias a elas!







POR MARCO AURÉLIO REIS




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