sexta-feira, 22 de julho de 2011

Estamos meio espantados: o presidente agiu!

Supor que Dilma Rousseff possa desconhecer os responsáveis pela corrupção é delírio, pois conhece a tropilha desde quando a caneta era do outro



Bilhões de reais do produto dos nossos tributos foram pagos pelo hoje Dnit, antes Dner, em contratos superfaturados e aditivos ilegais. Isto é inegável, tanto quanto os indícios concretos de que as irregularidades cresceram nos dois mandatos do mercador da política chamado Luiz Inácio Lula da Silva. Malograda a compra do apoio ao seu governo no Congresso com dinheiro vivo, pela descoberta do criminoso Mensalão, ele trocou o mecanismo de cooptação, e rateou cargos de direção na administração federal entre os partidos da chamada base, em nome de cabulosa governabilidade. O superdotado ministério dos Transportes, do país em que o rodoviarismo impera de forma estúpida, foi entregue ao PR, partido liderado por um ficha-suja. Todos conhecemos o resultado.



Por que estourou esta roubalheira?  Por causa da denúncia da revista Veja. Mas quantas denúncias semelhantes foram publicadas na imprensa independente no passado, sem que tivesse havido reação do chefe do Executivo imperial? Aí, entendo, devemos dar o crédito à presidente da República, Dilma Rousseff, que até ontem afastou 16 altos funcionários do Dnit e da Valec. Seja por motivação política, seja por motivação ética, ou ambas, a governante agiu, e deu aviso de que chegamos a um ponto insustentável de corrupção na administração pública. Havia tempo, prezados leitores, que um petista do mais alto escalão não contrariava o que parece ser um dogma nas administrações e no comportamento do partido, o de que os fins justificam os meios.

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