sábado, 9 de julho de 2011

ESPOSAS RETOMAM PROTESTOS PRÓXIMO SERÁ NO RIO

O movimento das esposas dos militares das Forças Armadas retomou os panelaços por melhor remuneração. Presidente do grupo, Ivone Luzardo (foto) antecipou no sábado passado que planeja trazer o protesto também para o Rio, durante os Jogos Mundiais Militares.

1. O que levou o movimento a retomar os panelaços?

Queremos qualidade de vida para nossas famílias, principalmente nossos filhos. É desestimulante chegar ao fim do mês tendo que atender as necessidades mais primárias de uma família sempre no vermelho. Inaceitável.

2. Qual é o objetivo central destes novos panelaços?

O objetivo inicial é sensibilizar o governo no tocante ao reequipamento das três forças e também despertá-lo para a questão da baixa remuneração dos militares. Hoje, se fizermos uma comparação nos vencimentos dos Três Poderes, o Executivo é o que desponta com a mais baixa remuneração. E mais: as Forças Armadas é a pior remunerada dentro do Executivo.

3. O panelaço que as senhoras fizeram em Brasília será seguido de outros protestos?

Sim e em nível nacional. Já estamos nos organizando para o Rio na abertura dos Jogos Mundiais Militares (dia 16 de julho) e para o estado da Bahia, ainda este mês.

4. Como o movimento avalia o recente protesto dos bombeiros do Rio?

Atualmente, apesar de vivermos em uma democracia, temos nossas dúvidas sobre o tipo de democracia que estamos pautando, pois o que vemos hoje é um consórcio governista com vários partidos nanicos e o PMDB votando projetos de interesse do governo em troca de "prebendas". Então, se os bombeiros reiteradas vezes tentaram ser ouvidos de forma pacífica e ordeira e não havendo sucesso nos seus pleitos, acho que em razão dos baixos salários e por uma questão até de sobrevivência, resolveram radicalizar suas reivindicações. Por isso, acho que acertaram.

5. O seu grupo considera que esposas de PMs e bombeiros também deveriam assumir a frente do movimento reivindicatório de seus maridos?

Sim, temos uma experiência vitoriosa nesse sentido. Por sermos esposas não sofremos retaliações do comando e nem do governo. Quando lutamos por melhoria salarial para nossos maridos estamos defendendo nossa família! Estamos solidárias a elas!

O Dia

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