terça-feira, 19 de julho de 2011

É UMA VERGONHA.....Lotada no TRF-4 em Porto Alegre, mas recebendo na Espanha

A servidora Cristiane Meireles Ortiz, 32 de idade, do TRF da 4ª Região (Porto Alegre) conseguiu o direito de trabalhar à distância na Espanha por dois anos. Ela é analista judiciária no gabinete da desembargadora Maria Lúcia Luz Leiria e vai acompanhar, em Madrid, o marido que é delegado da Polícia Federal. Ele foi destacado para missão na Europa - e sobre a atividade dele no exterior não há detalhes.



Pela Internet, Cristiane receberá ordens da magistrada para quem trabalha. Um(a) analista judiciário(a) do TRF-4 recebe a partir de R$ 6.550 por mês.



Segundo nota distribuída pela corte (com o título ´TRF-4 em Madri´) "a desembargadora concordou com a vontade da servidora, pois além de a demanda de processos de seu gabinete ser grande, caso a servidora fosse licenciada para acompanhar o cônjuge, a administração ficaria impossibilitada de chamar outro servidor para o seu lugar".



Ainda segundo o TRF-4, "o controle das atividades de Cristiane, que trabalhará por metas, ficará sob responsabilidade do gabinete e eventuais despesas operacionais, como acesso à Internet e outras, correrão por conta da servidora".



A desembargadora Maria Lúcia Luz Leiria concordou com a vontade da servidora, "pois além de a demanda de processos no gabinete ser grande, caso a servidora fosse licenciada para acompanhar o cônjuge, a administração ficaria impossibilitada de chamar outro servidor para o seu lugar".



Conforme a magistrada, "o que está em jogo é o interesse do tribunal, visto que a analista trabalha na atividade-fim, sendo de grande importância seu desempenho na função".



O Conselho de Administração do TRF-4 autorizou a ida da servidora. A presidente do tribunal, desembargadora Marga Barth Tessler, acredita que "está havendo uma mudança de referenciais nos ambientes profissionais". Segundo ela, “fomos educados para valorizar o trabalho, e existe um paradigma construído em décadas: trabalho acontece na empresa e vida pessoal, fora dela. Mas, tudo leva a crer que, em algum momento, estes hábitos começarão a mudar, impelidos pelas novas gerações, ávidas por quebrar paradigmas e mais inclinadas às novas tecnologias".



Os analistas judiciários são responsáveis por ajudar os magistrados a fazer relatórios e pesquisas para fundamentar suas decisões. Informalmente, advogados militantes dizem que "analistas ajudam magistrados a fazer projetos de votos".



A servidora teria direito a entrar em licença não remunerada - o que aliás já lhe havia sido deferido anteriormente.



O Espaço Vital fez - sem sucesso - duas tentativas para conversar com a servidora.



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Diário Oficial Online diz que será sem remuneração



Detalhe curioso é a publicação ocorrida em 21 de junho passado, da decisão do Conselho Administrativo nos seguintes termos:



"Processo administrativo nº 00000980920114048000

INTERESSADO : CRISTIANE MEIRELES ORTIZ (1110000645612)



RELATOR : Des. Federal VILSON DARÓS



O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO, POR UNANIMIDADE, DECIDIU DEFERIR A LICENÇA PARA ACOMPANHAR CÔNJUGE, SEM REMUNERAÇÃO, À SERVIDORA, DESTE TRIBUNAL, CRISTIANE MEIRELES ORTIZ, PELO PERÍODO DE 28/06/2011 A 13/07/2013, NOS TERMOS DO VOTO DO RELATOR".


Espaço Vital

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